quinta-feira, 15 de abril de 2010

Em tempo de chuvas e descasos

VELHA LAMA
(João Martins / Inácio Rios)

SIM
DISSESTE QUE SIM
DISSESTE QUE PODE
DISSESTE EXPLORE
DISSESTE "QUE CHORE!"
ÀQUELE AFLITO QUE CONFIOU
NO QUE JUROU IR DIZER

MAS QUE CONTRADIÇÃO
NÃO DISSE
QUE CONTRADIÇÃO
FUGISTE

EVITARIA O DISSE-ME-DISSE
SE O JURAMENTO CUMPRISSE

SÓ DE PALAVRA NÃO É COMPROMISSO
EM BOCA DE LOBO
CONTRATO É SUMIÇO
MAS O AFLITO CUMPRIU SUA PARTE DO ACORDO E TE ELEGEU
TE PÔS NO APOGEU
AGORA DISCURSA NAS BANCAS E DA VELHA LAMA ESQUECEU
QUEM DIRIA!



Inácio Rios nos vocais.

...

terça-feira, 13 de abril de 2010

No "ÉDificil".

Lá vem ele.
Aliás... lá vem eu.

Compras, sacolas do mercado
Carrinho de bebê
Bolsa de bebê
Bebê...

E lá está ele.
Nele mesmo.
Não sei se segura a vassoura, ou a vassoura o segura.
Parecem namorados assim abraçados e encostados na grade do prédio.
Ócios do ofício, né?

Ali estavam, ali ficou.

Tudo bem.
É simples:

Põe as compras no chão.
Pega a chave dentro da bolsa.
Abre o portão.
Empurra o carrinho pra dentro equilibrando as compras com a porta de ferro
Estaciona o carrinho à beira da escada
5 degraus.
Leva as sacolas do mercado até o topo da escada
Desce a escada.
Pega o carrinho.
Dorme o bebê.
Sobe o carrinho.
Pega a chave agora no bolso.
A chave cai.
Abaixa, pega a chave e abre a porta de vidro.
Bota as compras pra tentar segurar a porta.
A garrafa de mate tomba.
Consequentemente derrubando a outra sacola e fechando a porta de vidro com a lata de milho rolando pelo chão.
Respira.
Reabre a porta de vidro empurrando o carrinho, a porta de vidro e tudo que ver pela frente acordando a criança.
Respira de novo.
Leva o carrinho até a porta do elevador.
Volta até a porta de vidro
Recolha as mercadorias que fugiram e pega as sacolas.
Espera o elevador.
Abre a porta do elevador.
Com aquela seguradinha de bunda mantém aberta a pesada porta do elevador.
Puxa o carrinho pra dentro.
Sai.
Pega as compras.

Enfim, depois das Olimpíadas num olhar até a portão, transparente pela porta de vidro chega ele.
Pra fiscalizar se deu tudo certo.

E agora?

Krav Magá?
TrêsOitão?

Qual é a solução?

É claro que ele tem muito mais o que fazer como no momento atracado à vassoura e olhando a bunda da empregada do 702 mas na boa, vai muito além, independe da profissão.

Ironicamente porteiro.
Em seu prefixo "port".
O mesmo de portão, porta de vidro, porta do elevador...

Por onde anda a gentileza?

Ainda reclamavam que o antigo zelador bebia.
Era engraçado encontrá-lo também chegando de madrugada.
Um mais bêbado que o outro.
Mas quando conseguia (eu ou ele) depois de muita mira acertar a chave no buraco da fechadura pelo menos a gente se ajudava a subir as escadas, abrir a porta de vidro ou levantar se algo (alguém) caísse.

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Kiwi em Wi-Fi

Fruta
Interligada ao cosmo
Fracionada em fibra e puro suco

Fibra ótica

Delícia

Apetitosa

Sazonal

Digitá-la,
Procurá-la nome.
Alone?
Em curva é feita pela amplitude das ondas de rádio e microondas dos microondas que escapam pelo também aquário caixa de pandora forno a modernosa busca por ti.
Busca, caça
Silvestre
Selvagem

Digitalizar-la
Em LCD, Led desconfigurada forma que tão longe nem se liga e indifere à fissura por alta definição das por mais longe cores examinando possibilidades e floreios sem nem mesmo ser papel.
Desejo humilde pela foto impressa visto abortado escaneio que nem escanteio deu no tiro da primeira falta.
Chance conecta
Fala de perto ou se achava nais perto pois não era só admiração monitoral.

Um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade...

Falha
Cai

em si
Log out.

Assim espera a conexão direta em banda apertadassa da vida dar uma brecha pro desenvolvimento tecnológico dessa experiência e suas hipotéticas cobaias.
Desenvolve-se o momento assim mesmo sem reciclagem de ultrapassagens cruel poluidor, quinquilharista do que eram sonhos imprescindíveis desnecessárias novidades perturbadoras de tradições sem transições;
Rotina.
Se necessário, o plural Rotinas.
Mas pra que pluralizar o mesmo?

Aumentada realidade de saudade do que nunca se permitiu permitir.
Assalto viral desfragmenta unidades
Trava.
E continua
O reality show
As simbologias modernas tomam conta.
Corações feitos nos dedos
Força que as torcidas ave-cesam, hitlerizam
Sim simbologias.
Vou tentando te entender.
Decodificar teus sinais num marque e desmarque da múltipla escolha polipolar das conexões

Por onde andas?
Basta um hi?
Um Hi-Fi em wi-fi?

São os because superando os why.
Porque junto?
Por que separado?
Serão sempre um sonoro "p o r q u e" que ecoará até o enfim.


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terça-feira, 30 de março de 2010

Bicho Solto

Tenho muito medo de Bichos.
Insetos
coisas,
criaturas
tenebrosas
que cismam
em cruzar
o meu caminho.
Bichos
que voam e vêm pra cima da gente.
Aliás
pra cima de mim

que é quem tem medo

principalmente de Barata
de Mariposa
e daqueles que ficam zanzando na piscina
onde algumas Abelhas também sempre pintam.

Mosca Varejeira
Marimbondo
Aquele outro Moscão
Borboleta
Besouro
Grilo

ainda há os que picam
queimam
mordem
coçam

Lacraias
Cigarras
Lagartas
Centopéias
Gafanhotos
Percevejos

Bichos, nem morto!
Aliás [2]
Só morto
Morto e enterrado.
Pois pode até parecer coisa de Bicha
mas ao final serão eles mesmos
os únicos que poderão espalhar por ai que me comeram.

Até lá fora
fora legal
fora muitão
fora, Bicho.

...

segunda-feira, 29 de março de 2010

Alô Ilha do Governador!

À Moda Antiga
(Ciraninho/João Martins)

Um dia a gente ainda vai viver
O amor mais lindo que se viu nascer
Amor fiel como os tradicionais
Daqueles que já não existem mais
Com flor, bilhete, beijo no portão
Eu e você numa só emoção
O romantismo de tempos atrás
Que o próprio tempo tenta e não desfaz

Com o consentimento do seu pai
A quem eu pedirei a sua mão
Pra finalmente encontrar a paz
Viver o ato da procriação

E então
Envelhecermos lado a lado
Sermos eternos namorados
Na saúde, na doença
Na alegria na tristeza
Com a pureza
Esquecida no passado

...

Visceralíssimo Ciraninho.

sexta-feira, 26 de março de 2010

À Dois

Vamo lá no carro
Rapidinho
Ou então lá no cantinho onde eu sei que ninguem vê.
Vamo dar uma volta lá longe
Que qualquer pista se esconde
Se alguém aparecer.
Vamos entocar todo flagrante
Desse vício tão constante que a gente inventou
E voltar risonhos, relaxados
Boca seca, apurados
Até fome despertou.
E vamos parar de palhaçada
Pois eu sei que você sabe o que todo mundo faz.
Nós à dois é sempre mó viagem
Proibida sacanagem
Divertida até demais.

...

quarta-feira, 24 de março de 2010

Peso e medida

Tem hora que o pouco é tão grande
Tão muito que chega a ser tanto
Pesado
Chega a ser tudo e deixar tudo com cara de nada
Cara pálida sem feições
Insosa sopa
Tal como quando um muito se anula
A nada
Despercebe-se tão todo
Pela procura da forma que tudo deva ter
Que deixe o muito grande
O pouco justo
O nada nada
O cedo certo
E o sempre fresco

...

segunda-feira, 15 de março de 2010

Produtores? Pffffffffff...Piedade!!

Prejudicando as próximas paradas, ao passar das páginas parte para a periferia o que planejadamente a perseverança pensara.

Profunda pena.

Prole que não presta.
Platéia é platéia.
Particularmente penso que não produzem picas.
Perigosos.
Passam pretensiosamente plácidos pelas pérolas do teu progresso pois pitaqueiros pouco pesquisam.

Portanto as pérolas parecem pequenas...

Porém provam-se preciosos presentes que pintaram por passos próprios e pessoais, percursos periculosamente percorridos que parecendo paspalho passas para patéticos praticarem,
patentearem,
palpitarem,
E pior, na posição de profissionalíssimos,
de Phd's,
porém não passam de pré-escolares
principiantes.

Porra, pára!!!!
Palhaçada!

Pense que por mais "pop" que a parada pareça possivelmente a pessoa não passará a prática que precisam e ponha os projetos a perder... Pise no pescoço.

Problemão... Provavelmente pagarás o pato....

De proteção não precisa.
É da pista, !!!
Parte,
prova,
participa,
prega,
perpetua... o poder e a palavra permanecerão plenos na própria palma.
Não partilha teus prestigios com pestes que pasmem, pianinho parasitam participação da pouca prata.

...

sexta-feira, 12 de março de 2010

Parabéns pra você.

Hoje tem peixinho e clima de festa pra saudar aquela que tanto faz falta nos nossos corações.
Ainda tem escondidinho de camarão com aipim, salada. Tudo bem gostoso pra ser mais fácil engolir o choro.
Liquidificadores, fornos, ar condicionados e a casa toda trabalhando em saudade.
Um jantar especial pra, no primeiro aniversário sem ela reclamando que tudo está desandado, dar tudo certo e sorrisos amenizarem a sua ausência e o nó na garganta.

Nessa data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida.
Pois cheia de vida continuará sempre na minha lembrança.

Tudo o que eu queria na vida era sua presença mas o seguimento da história se provou mais poderoso do que qualquer pretensioso querer.
Receba os beijos de quem tanto te ama.

Parabéns Dona Marlly!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Alô Vila da Penha

Madrugada princípio ou fim
(João Martins/Moyseis Marques)

A tarde vem sofisticar o dia.
Um sol maduro dá ar de adulto à alvorada
E na passada, ao pé da noite a vida corre
A madrugada é princípio ou fim?

O dia nasce todo dia a tanto tempo
E só se sente o hoje enfim ao despertar
Enquanto a noite não me embala em pleno sono
Vivo no ontem esperando o amanhã chegar

De dia sou criança
Sou qual um peixe no mar
À tarde a dor me alcança
e vou me recriar
Quando da dor esqueço
é porque anoiteceu
Na madrugada enluarada sou mais eu

Não me diga se amanheceu
ou que o velho ontem partiu
Meu canto ainda não desvaneceu
Só é amanhã pra quem dormiu

...

Sou fã desse malandro.
Fã mesmo.

domingo, 7 de março de 2010

Eterno nessa Brasila.

Terra boa.
Bem boa.

Parece que englobados em todo contexto arquitetônico e histórico que a cidade respira, aliás, respiram por ela pelas gargantas e narizes secos seus filhos abrem os braços desconfigurando qualquer receptividade carioca escrevendo parte de uma outra história.
Outras histórias.
Belas histórias que arquitetônicamente igualam asas, superquadras, eixos e siglas a uma simples esquina e até mesmo ao quintal da nossa casa.

De boa...Muito massa.


Obrigado de coração pela receptividade da galera de Brasília.
Uma família de verdade reunida em volta da fogueira do samba.
Movimentando-se organizadamente em amizade, respeito e talento rumo ao sempre.

Parabéns e saravá.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Batuque na Cozinha

Pastorinhas
Noel Rosa/Braguinha

A estrela d'alva no céu desponta
E a lua anda tonta com tamanho esplendor
E as pastorinhas pra consolo da lua
Vão cantando na rua lindos versos de amor

Linda pastora morena da cor de madalena
Tu não tens pena de mim
Que vivo tonto com o teu olhar
Linda criança tu não me sais da lembrança
Meu coração não se cansa
De sempre sempre te amar

...

Antigamente nego batucava na panela,
na frigideira.



Hoje em dia:

















É...
Desde o início eu sabia que somente pra isso você serviria.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Alô Roda de Bamba

DE MANHÃ A GENTE VOLTA
(Ricardinho Ribeiro/João Martins)

Quero saber se você vai gostar
Se eu deixar pra lá
Deixar nosso lar e sair por ai
Pra descontrair
E no primeiro rabo de saia que eu venha a cair
Só voltar pra casa pra dormir.

Amor é com amor que se paga
Se fica "da pá virada"
Vira no povo da rua.
A lua tá chamando pra cidade
Se a roça não carrega boêmia
Vamos nós dois pra madrugada
Finge que é descompromissada
E solta a franga, descabela que eu também vou me esbaldar
Da noite bela
De manhã a gente volta.



....

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Despetalada a Flor

Despetalada a flor
(João Martins/ Raul DiCaprio)

Meu coração chorou nas mãos dessa mulher
Despetalada a flor não deu em bem-me-quer
Por ela tudo eu fiz
A dor me faz lembrar
Que sou um aprendiz
Errei, não soube amar

Pedi pra que não me apaixonasse
Pedi que acalmasse o meu bem querer
Pedi pra zelar pelo meu sentimento
Desejos desprezados pra viver
Uma vida tão sozinha
A estrela não foi minha
O mais belo e verdadeiro
Amor se perdeu no nevoeiro

Bem me quer ou mal me quer
Foi na flor de laranjeira
Nossa jura despencou
Feito véu de cachoeira

...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Sapatinhos na Janela

Tem sapatos na janela.
Sapatinhos.

Sapatinhos que inacreditavelmente pequenos já protegeram esses meus pés.
Pés de vinte e poucos anos - mais pra trinta que pra vinte - pés 42 calejados sim bem feios mas ao tempo que cabiam nos sapatinhos deviam conter mais fantasia.

Pés.
Comuns.

Mas que lindos sapatinhos!

E hoje nem estão na janela atrás do Papai Noel.
Estavam se refortificando em alvejantes, sabão, água e na janela, bastante sol.
É que daqui a pouco tempo protegerão e guiarão os pequenos pés de outra pessoa.
Pés esses com bastante fantasia e formosura extra.
Pés fofinhos que cabem na boca.
Na dela e na minha.

O pé tá na boca do povo

Aguardam então mais algumas semanas os sapatinhos...Oras! Esses guerreiros ficaram vinte e poucos anos - mais pra trinta que pra vinte - enclausurados no saco do fundo da gaveta do armário da infinitude da não serventia.

Seu dono crescia.

Como assim cresce a sua herdeira.
E seu pé.

Portanto esperemos assim que os aposentáveis sapatinhos sejam bem utilizados pelas próximas gerações bem vindas em velcro, de já passadas pantufinhas e que todos cismam em dizer que veremos tão rapidamente num laço aprendido lá irem eles amarrar os próprios pisantes e não tropeçar pelo cadarço desamarrado.

Vamos aprendendo
Vamos amando aprender.
Vamos cuidando.

Passo à passo.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Resvala a Ressalva

Sede.
Fome.
Vontade do que?
Onipresença.
Afirmação.
Curiosidade.

Choque.

Os mais velhos dizem que com o passar do tempo passa.
Afinal tudo passa.
Ao final tudo passa ou já terá passado.
Já será passado.

Enquanto isso seguem os um pouco mais jovens querendo abraçar o mundo.
Abraço que já também não lhe basta.
Parecem agora querer engoli-lo.
Querendo provocar, planejando irresponsavelmente o destino ou apenas fazendo tudo diferente do que viu-se fazer antes.

Apaixonar,
Antipatizar,
Apaziguar,
Atrapalhar e ajudar a todos.

Incessante ineditez.

Impulsos arquitetados.
Decorados improvisos.
Ideais convictamente transmutantes desembocam em frustrações aliviadas.

Faltas inadiáveis.
Obrigações sensíveis e descompromissadas.
Deveres por prazer.
Prazeres por angústia.

Mais, jovens?

Jovens com velhice salpicada.
Ao menos inspirada ou tragada em orgulho pelo que se pensa muito significar.

Nada significam
Sois tão jovens... Sois tão nada.
Sois saudade.
Sois mentira.
Sois fraqueza.
Sois beleza.
Sois fragilmente forte.
Sois só.
Sois sóis.
Dias de agonizante calor, dias de frieza glacial.
Sempre sóis.
Sois verdade.
Sois bondade.

Repete o que pouco mudas, Jovem.
Envergonha-te de orgulho.
Repudia os teus méritos.
Vangloria suas mancadas.
O que queres?

Bobo.
Arcará com os denominadores das operações matemáticas tão falhas.
Diminui quando é pra somar.
Divide ao multiplicar.
Primo entre si.
Nulo.
E pelo visto não pertence a R.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Alô Salgueiro! Salve Fredinho!

QUERO SENTIR UM ABRAÇO
(JOÃO MARTINS/ FRED CAMACHO)

TANTO TEMPO JÁ PASSOU
QUANTA HISTÓRIA PRA CONTAR
LEMBRA NOSSO BEIJO BOM
QUE ME FEZ ACREDITAR

HOJE ACENDEU EM MIM A CHAMA DO AMOR QUE NUNCA SE APAGOU
A SAUDADE É MESMO ASSIM
RECLAMA
NÃO IMPORTA COMO TERMINOU

DANÇA NO MESMO COMPASSO
MESMO QUE NADA ACONTEÇA
QUERO SENTIR UM ABRAÇO
DEIXA!
FICA FALTANDO UM PEDAÇO
MESMO QUE O SONHO ADORMEÇA
QUERO SENTIR UM ABRAÇO
ENTÃO DEIXA!



Canta Fred Camacho
...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Magia Express

Uma breve prisão de ventre na inspiração é mais tolerável do que uma diarreia mental.

Cá estou de volta
Ano novo...
Vida nova...

Vindo a refletir, nessa época de tantas feitiçarias, superstições, simpatias, etc. o recebimento de santos.

Sim.
Estamos no setor de Recebimentos, Desrecebimentos, Consultas e Evocações de Santos, Entidades e afins.

A religião é algo muito particular, sabe.

Em respeito a todos os terreiros de macumba, macumba boa, a pirataria parece que chegou aos roncós.
Passes, fuleiras, oferendas, talismãs, pragas e mandingas, tudo isso no Magia Express.

Esbravejam seus cargos e castas aos sete ventos ainda com fotos e mais fotos de um espetáculo que as pessoas fazem questão de apresentar como um grande faz-de-conta ou carnaval.
Justo os seus ziriguiduns que eram pra ser tão seus... só seus, resguardados.

Auto afirmação?

Fora os que apenas num olhar te confirmam filho de tal com tal, com cabeça em tal tal tal e até ascendente, descendente em tal tal tal tal como um teste de DNA do Ratinho ou pedigree de cachorro.

Ifá como horóscopo de revista.
Pitaqueiros.

Nunca vi ninguém receber Tranca-Rua na fila do banco,
Enquanto lava uma boa penca de roupa,
Sozinho, ao acordar...
Ou então quando martela o dedo ao tentar consertar o armário da cozinha.

Agora no meio da sacanagem...
Se tem cachaça no meio...
Se tem público e cambono pra começar o saracuteio...

Ai sim é que as alma vai levá a culpa e sofrê com os probrema dos cavalos de suncês...


E Desce mais uma! ! ! ! !

A careta ja vai entortando...
Já vai botando a mão nas cadeiras...
Enpinando o ombro,
respira fundo e...:

IA HÁ HÁ HÁ! ! !

Gargalhada fatal! ! ! !

Fecha a conta, Zé!
Dona Esponja já encorporou!

Isso quando o Erê não quer Mc Donald's.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Navegar é preciso!

NAVEGAR É PRECISO
(Lula Matos, João Martins e Baiaco)

FOI CHUVA DE VERÃO
SEM NUVEM, SEM TROVÃO
CHOVEU E QUASE NÃO MOLHOU
VIVER A EMOÇÃO
FEZ BEM AO CORAÇÃO
DÁ GOSTO PRA REFLORECER

E A GENTE SE ESPERA
QUERENDO BEM MAIS
UM BANHO DE AMOR QUE DESÁGUA NO MAR DA PAIXÃO
TRANSBORDA
ME PEGA
A ONDA NOS LEVA PRA LÁ

QUERO MUITO MAIS
SIMPLESMENTE MAIS
SEM OLHAR PRA TRÁS
VAMOS NAVEGAR
BASTA UM SÓ OLHAR (QUE EU VOU)
PRO MESMO LUGAR
ME PERDENDO ASSIM NA IMENSIDÃO

....

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Viola, Morena e Morena

Eu ando pelas partituras.
Eu rezo pelas prostitutas.
Eu ando por ai afora.
Defendo o que me faz valente.

Eu rodo, eu vejo, eu sinto a noite.
Respondo, pergunto e me deixo a vontade pra surpreender.
Eu tento começar uma história.
Um livro, um romance....
Mas toda temática me soa cliché.

Eu volto.
Preciso de forças.
Eu subo.
Espero mar brando.
Eu olho!
Me espanto! Me volto pra fora!
Com medo.
Pois vi!
Tem alguém ali que não sou eu!

Respiro.
Por medir e conter pensamentos
Coragem pra olho no olho entender.
Reviro.
Desvendo o rever de mais alento.
Desviro.
Quadris largos, tão firmes.

Viola!

A sempre leal companhia!

Se ninam.

A viola, a morena
Na mesma cama infelizmente a tanto tempo de mim vazia.

Cheirosas!
Viola e morena.
Me atentam pra não resumir tudo em pouco.
Abrangem caminhos, desordem e mistério

À sério morena ao chão se reflete.

Precisa
De mim, da viola.
Da outra
Morena que tão atrevida
Abraça
A toda minha obviedade e revolta.
Revela
A volta
Que fiz pra rever as que cuidadosamente celam minh'alma.

Viola.
Morena
e Morena.

sábado, 28 de novembro de 2009

Alô Irajá!

AQUARELAS DO MEU SAMBA
(JOÃO MARTINS)

Vem comigo ver
a cor que tem o meu cantar.
Será que dá pra definir
O brilho, o tom do som do mar?

É mais que azul o céu melhor
Que um sol maior conduz a ser
Me deixa crer que também reconhece a cor do amor!

Aquarelas do meu samba
Só colorem almas brandas
Brancas
Como a paz de um sonho infantil.
Deixa eu te mostrar a vida em cores que você jamais sentiu.

Pintar no vento
o sentimento
Da cor do meu laia laiá
Reflete então
uma canção
Tingida pra brilhar


...

Homenagem ao meu cumpadre Gabrielzinho!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Só a Yoga me salvará.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Eu não sou dentista.
Eu não sou eu não sou dono de restaurante.
Eu não sou sou advogado.

Eu sou músico!

Quem mandou não estudar né?

Pois é.
E se tivesse?
Será que eu escutaria:

- Colé João. Tô com um problema no dente aqui, cara. Tem como tu fazer uma obturaçãozinha aqui pra mim não?

ou receberia aquela ligação:

- Colé João! Meu amigão, meu brother, meu fita!!! Tô cheio de fome. Tem como tu mandar um jantar aqui pra casa?

ou até

- Colé João. Tô preso, mano. Tem como tu me tirar aqui da cadeia não? Ah! E tá eu e um parceiro meu. Tem como soltar ele também?

Pois é, gente amiga.

Infelizmente o meu trabalho é um pouco diferente.
O ramo é entretenimento.
Eu trabalho com música e geralmente os lugares em que eu trabalho são bastante divertidos.
Pessoas bebem, dançam, cantam, se divertem e nada mais natural que paguem por isso já que tem tanta gente trabalhando pra que a diversão seja plena e há de convir que não é uma tarefa muito fácil, né?

Uma linha de produção, uma indústria.

Indústria essa que deixará muitos desempregados se as pessoas continuarem pedindo pra liberar a porra da entrada de tudo quanto é lugar!

Pronto falei.

Mesmo assim, espero todo mundo hoje lá no Santa Luzia à partir das 21h pra curtir a roda de samba dos Batuqueiros e comemorar o meu aniversário.
A Joana e os filhos de todos os músicos mandam avisar que o ingresso é apenas R$10 e músicos com carteira da Ordem não pagam (a carteira não precisa estar em dia, tá?).



Valeu Zumbi!



...


Um pouco amargo esse post, né?
Fiquei preocupado de alguém ficar chateado, vestir a carapuça...
Fica não tá, gente? Não é (quase) nada pessoal...
Ó.
Pra amenizar o clima e deixar o dia da galera mais feliz eu separei algumas video-cassetadas pra vocês.


Não que eu espere que essas pessoas que pedem pra botar o nome na porta se machuquem, caiam feio, ou sofram algum tipo de dor física... longe disso!

É só pra descontrair mesmo.
Mas caiu, bateu, machucou? Passa Gelol que passa.








terça-feira, 10 de novembro de 2009

Mais um desabafo.

Eu adoro novidades e inovações no vestuário!
Desde criança.
Já descolori várias vezes, raspei com gilete, pintei de vermelho o cabelo.
Já pintei as unhas da mão de preto.
Fui um dos primeiros da minha turma na escola a botar brinco.
Na época pregavam a magnífica que homem usava na orelha esquerda e homossexuais na direita.
Eu furei logo as duas e mais um na esquerda.
Se fosse o caso era só um terço viado.

Tatuagem tenho 2.
Tênis coloridos, calças customizadas, camisas pintadas...
Já furei o nariz mas perdi o piercing e machuquei o nariz ao enxugar a cabeça -muito delicadamente imaginem- ; a toalha agarrou e o danado foi arrancado...ui que dor.

Enfim.

Eu ando vendo uma moda na rua que de verdade não me agrada nem um pouco...

É o tal do Piercing na cara.

Que isso minha gente?!?!?!?!
Tão ficando malucos, é?

Outro dia botei o apelido de um garotão de CARA DE MURAL.

Na sobrancelha (isso acredite, não se escreve "sombrancelha") eu já achava muito agressivo mas neguinho agora fura na parte superior da boca (no bigode), na inferior, no meio,na bochecha e no lábio em si!!!

Deus me livre!
E as cores e formas dos piercings?
Ai eu me pergunto: POR QUE??
Um negócio que não é charmoso, nem sensual, nem nada!!!!!

Eu imagino por exemplo, aqui em casa mesmo a Joana.

Hipoglos amêndoas, banhinhos, cuidados, mimos...

Imagina se um dia ela me aparece com uma desgraça daquela ?




VAI TIRAR ESSA PORRA AGORA DA CARA!!!!!!
Fura a língua, ora!!!
O mamilo, o umbigo... o grelo!!!

Não fica maneiro esse negocio não.


E como diria nosso digníssimo Baiano do Tropa de Elite:

"Na cara não meu chefe... pra não estragar o velório"

A-LOW HEIN?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

:S

Acreditem

Já é natal na Leader Magazine.