sexta-feira, 9 de julho de 2010

Boas Novas do Jardim

Boas Novas do Jardim
(João Martins / Inácio Rios)

Limoeiro perguntou
Como vai o Laranjal
Goiabeira enciumou
Num romance de quintal
Bananeira cochichou
Pro pequeno Pica-Pau
Que o Coqueiro desfilou de palmeira imperial
E também no carnaval
A Roseira desfolhou
Ai ai...

Quem contou foi Joaninha
Que passeia todo dia
Linda, vermelhinha
No jardim
Zum-zum-zum,
Lalaiá
Ziguezagueou
Todo dia Joaninha vai de flor em flor


Cantamos Eu e Inacio

...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Irado!

É que tem horas que a ira toma conta de mim.
A ira mesmo.
O quarto pecado capital deve vir-me em forma de enzima produzida por alguma glândula de alguma parte de alguma biologia chata dessas, mas só sei que toma conta do organismo, deixa gosto de sangue e ferro na boca e uma forte pressão na cabeça.
Essa é a ira.

Tipo bicho(a) que morde.
Literalmente.
Mordo a língua com bastante força, meus olhos se reviram dentro da cara, meus punhos se cerram e por alguns segundos escapo de mim.
Minha alma passeia pelos músculos contraídos e tem desfalques de plenitude numa aceleração cardíaca atormentadora.

Dá e passa.
Quase sempre o motivo dessa síncope é 7 segundos após a crise diagnosticado como banal.
O problema é a quantidade de ataques diários.

Ira.
E é pecado capital porque é só ira, não é ódio.
Ódio é pecadão mermo pois no ódio se deseja o mal alheio.
Não é como a ira onde só se deseja arrancar o nariz da pessoa com o dente, socar intensamente e joga-las pela janela.
Pessoas e coisas.
Dão no mesmo.

Já ouvi chamarem de "ataque de barata", "chilique","acesso de maluquice", "descompensamento"... mas pra ficar bonito na fita eu me ridicularizo e espalho aos sete cantos que ando escandalosamente irado.

Ui calma, Creuza!

...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O Som da Copa 7

Fogos.
O sujeito está em si.
Fazendo alguma coisa.
Qualquer coisa que for.

Dai ele abre uma caixa,
Pega um tubo daquele,
Acende com um isqueiro o pavio,
aquilo explode nos ares.

Cabeção de nego.
O sujeito também parece estar em si.
Andando pela rua.
Ele para.
Puxa, acende e solta.

É... faltou o "prende".
Realmente.
Se o sujeito tivesse mantido sua bomba em mãos o resultado seria bem mais interessante do que um simples estouro nos meus ouvidos.

Vuvuzelas.
Mais uma vez o sujeito pensa estar em si.
Dirigindo seu carro.
Passando pela 24 de Maio na altura do Buraco do Padre avista o negão todo vestido de Brasil.
Vendendo bandeiras, bandeirões e bandeirinhas pra botar no vidro,
óculos patriotas,
chapéus coloridos
Ele abre a janela do carro e manda:

- Coé maluco!
Tem vuvuzela não?!

o negão responde:

- TEM !!!
Tá ali ó:

e sai em disparada pra pegar a maldita corneta antes que o sinal abra.

Abre...

Abre...

Abre...

-FUÓÓÓÓÓÓÓÓ!!
Tá na mão, chefia!

Não abriu.
...

Muito barulho nessa minha sétima Copa do Mundo.
Saudades das espumas de Carnaval
2,43% menos chatas.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Alô Niterói!!!

Reviravolta da Maré
(João Martins / Inácio Rios / Daniel Scisinio)

A tormenta vem ao longe
Vejo a maré revirar
Pescador segura o leme
Com respeito à força do mar

Santa Bárbara proteja esse teu filho
Que tem filhos na areia
Com a fome a lhe atormentar
Mar
Sendo tão generoso
Anoitece raivoso
O que fiz pra penar?

Se tombou a embarcação
Mas ficou a ilusão
De que o tempo é meu abrigo
E o bom vento a salvação

A tormenta vem ao longe
Vejo a maré revirar
Pescador segura o leme
Com respeito à força do mar

Manta na terra batida sobre o milho
E que a luz da candeia venha logo nos abençoar
Pra agradar ao meu povo
Que não é perigoso
Quer a alma lavar
Mas existe a decisão
Que atordoa o coração
E o meu sexto sentido
Vive sempre à água e pão

...


Canta Daniel Scisinio

...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A Saudade é companheira

A SAUDADE É COMPANHEIRA
(Leandro Junior/João Martins)

Cores de lembranças com vida
Vibram amanhã ou mais tarde
Arde o sabor das cantigas
A saudade é companheira

Cabe relembrar as partidas
Vidas hoje se desencontram
Honram, cicatrizam as feridas
A saudade é companheira

Diz que não mas me guia
É pilar, é abrigo
Independe de mim
A vontade do amor

Diz que não mas me guia
Fria paz do encontro
Do que nem se conhece
Mas vital se tornou


Canta Leandro Junior no disco "Na Correnteza".

...

Fiz essa letra bêbado, virado, às 7 da manhã na casa da Clarice Azevedo.
Seu Geraldo tomando seu café e foi lá onde meu amigo Leando Junior mostrou a melodia antes de sairmos pra mais um Pega-Ratão, afinal, por qual outro motivo estaria eu as 7 na casa de alguém?

quarta-feira, 9 de junho de 2010

É Gama e da Gamoa...

Lágrimas escritas e cantadas
(João Martins e Pablo "Gamarra" Amaral)

Tradução de um olhar
Enxergar o que todo mundo vê
Perceber e transcrever
Um detalhe
Um momento
É entender
Revelar o que a vida quis dizer
Transformar em canção e devolver

Sei brindar o desespero
Valorizar um sentimento
É bom sintetizar meu sofrimento
É dom,
é som,
é paz que vem de dentro
Lamento
Choro em palavras
Lágrimas escritas e cantadas
Lágrimas


...

Tem Copázio, tem Viza, tem Frescor da Montanha, tem Beijinho na Cotia, Sig-Chú...
Gamarra é o culpado disso tudo.
Ele que me escalou pro time dos profissionais quando eu era apenas um amador e por tabela levou um bondão junto pra jogar no gramado.

É Gama da Gamoa mesmo, não tem jeito.
Meu parceiro!

(deixa... piadas internas são extremamente egoístas)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Piuí ®

PIUÍ
(João Martins e Moyseis Marques)

Como é que eu vou dormir
Se o sol insiste em sair
E o mel do teu elixir
Exala?

Como é que eu vou fugir
Se o céu começa a cair
Estrelas brilham no chão da sala

Piui
Um trem de ilusão
Piui
Inspiração

A canção já vai nascer
É paixão pra vender e não pra dar
Nem desprezar
Nem desfazer
Nem entender
Nem refletir
Deixa fluir
Usufruir

Piui
O trem vai partir
Vem ou não vem?

A canção e tu meu bem
Desce o pano e o véu
E segue o trem



...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Cantos

Do Péricles ao
Frank Sinatra
Maria Betânia, Mara Maravilha, Maurício Mattar
Zézé di Camargo
Mc Marcinho
João Nogueira
Mas por aqui nunca mais te ouvir cantar

Ella Fitzgerald
Nelson Cavaquinho
Ney Matogrosso
Emílio Santiago
Beatles e você nada?!

DiCaprio
Biro
Inácio
Moyseis
Fregonesi
e nem uma canção.

Parece que a casa sente falta
Mais copos se quebram
Tá faltando o timbre agudo e afinado que hipermeabiliza,
cura quebranto
e purifica.
Canta ai, mãe.


...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

VENDO

Vendo imã para maluco.

Importado.

Semi-novo.

Muito bom.

Muito bom mesmo.

O maluco vem, mas vem à vera;

Não fica só naquela de cercalourenço.

O maluco chega gruda.


É estranho estar me desfazendo dele mas, sabe como é... já estou a muito tempo com ele, tô precisando levantar uma grana aí... quem sabe mais tarde eu volte a ter um, sei lá, mais novo e não tão potente, só pra tirar uma chinfra... Até porque também não tô dando conta dos malucos todos...
Pra tu ver como o imã é forte.

E por enquanto é isso.
Tô vendendo o meu imã pra maluco.


Quanto?


Ah, tô pedindo baratinho...
Ainda mais pra você que é meu camarada!


Tá duro?


Relaxa! Tamo com uma financeira ai no esquema, rapaz!
A gente consegue um parcelamento jóia!
12, 24, 36, 48,60,400 vezes com ou sem entrada!
Você decide!


Tá com o nome sujo?


Sem problema pô! A gente assina umas notas promissórias aqui à perder de vista.
Contrato de gaveta, alienação, vale transporte, TeleSena velha, aceito até o dinheirinho do Banco Imobiliário.


Vai pensar melhor?


Não bicho! Não faça isso!!!!Não pensa muito melhor não!!!
Falei aqui com o patrão e ele deixou dar mais um descontinho de 15%!
Promoção relâmpago da Copa!

Esse imã tem história, rapaz!
Jóia de família!!! Todo original!
Tem que ver quando eu passo com ele pela Lapa...
Eficiente...
Objetivo...
Acolhedor...
Um brinco!

Esse é o meu imã! Meu orgulho!

Compra, vai? Dá essa força ai...
Vale a pena!
De brinde eu te dou até um fone de ouvido contra as histórias que os malucos contarão e um guarda chuva praqueles dias que eles cismam em também cuspir na gente ao vomitar seus devaneios.

Não quer mesmo, né?
Nem quer nem uma degustação por 15 dias?
Sem compromisso.
Leva, bicho....
Leva essa porra daqui, bicho....
Eu não aguento mais tanto maluco, bicho...
Leva, por favor, tô te pedindo.
Leva, bicho...

Embrulha pra presente?

terça-feira, 4 de maio de 2010

Bailar das Flores.

A canção é a dona do tempo.
Ela só nasce quando tem de nascer.
Podem se passar mil cafés da manhã, mil noites mal dormidas, mil idas ao lugar que for.
Ela é dona do seu próprio tempo.

E foram precisos
Mil cafés da manhã
Mil noites mal dormidas
Mil idas a mil lugares
Pro alívio emergir maduramente não só uma como duas graciosas e plenas canções.
Que já foram melodias
Que já foram só ideias
Um pouco do reflexo que a vida nos mostra.
É ponto de vista.
É realidade maquiada de nem tanto.
E agora são -modéstia a parte- só orgulho.

Inácio está gravando o disco dele.
Vivemos uma fase "flores" nas nossas canções.
Elas às vezes parecem até migrar de um comercial de sabão em pó.
Cheirosas, macias, mornas em tons calmos.

E lá vêm as flores.
Assim como as canções donas do seu tempo.

Boas Novas do Jardim
(João Martins / Inácio Rios)

Limoeiro perguntou
Como vai o Laranjal
Goiabeira enciumou
Num romance de quintal

Bananeira cochichou
Pro pequeno Pica-Pau
Que o Coqueiro desfilou de palmeira imperial
E também no carnaval
A Roseira desfolhou
Ai ai...

Quem contou foi Joaninha
Que passeia todo dia
Linda, vermelhinha
No jardim

Zum-zum-zum,
Lalaiá
Ziguezagueou
Todo dia Joaninha vai de flor em flor

...

A outra eu posto amanhã com as respectivas gravações.
Só pra dar àgua na boca.
Aliás.

Dificil mesmo água na boca lendo e agora ouvindo essas minhas bobagens mas, lembro a todas as 250.000 pessoas que por hora visitam-nos que devagarzinho eu postando as canções em mp3 pra podermos ouvir e não só lermos as músicas.
Afinal,

São músicas!

As do meu disco Juízo que dá Samba já estão disponíveis no blog portanto é só buscar aqui ao lado.
Quem sabe você dá uma sorte e aquele post que você tanto se identificou já está disponível em áudio?!
Hein?! Hein?! Hein?!
;)

Falei demais.
Bejotchaumeadd

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Alô Vila Isabel!!!!




Foto: Beto Gonzales

Uma homenagem ao nosso cumpadre cuíca de ouro Pedrinho da Cuíca!!!!!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A Fantasiática Máquina do Tempo.

Imagine.
Se te fosse dada uma chance.
Uma só.
Uma viagem no tempo.
Uma só.
Indolorosa
Cobaia.

Sim. Uma viagem na Máquina do Tempo.

Essa tal máquina que já passeia tão presente nas nossas imaginações em doses cavalares de ficção científica e/ou desenhos animados.
Foi lhe dada uma cortesia.

Uma só chance para ser espião de sua própria vida em algum lugar do cronus.
Uma só chance à sua pessoal e fantasiática máquina total-flex emocional movida a arrependimentos, força de vontade, suposições, falência e planos.
Foi lhe dada uma cortesia.

Visitaria afinal o futuro ou o passado?

Reviver a infância no espelho da sua inocência.
Sentir o cheiro da lancheira que levava pra escola.
Rever quem já se foi.
Dizer o que não foi dito.
Como estavam todos?
Me diz!
Revigorar toda ardência e frescor dos momentos guardados na gaveta do fundo da memória.
Já sem cores.
Já tão frios.
Decompostas lembranças
umas mais outras menos.

Conhecer o que não se conhece.
Tantos que não conhece.
Filhos, netos, bisnetos.
Alertar o mundo do agora sobre tudo o que acontecerá.
- Ó, Profeta charlatão que cuspirá tudo certinho mas de divino não tem nada!!!
Só fez uma viagem no tempo, oras! Assim não vale, assim até eu!!!
Ouvir o que se há pra realmente dizer.
Como estarão todos?
Estarão todos?
Estaremos bem?
Novas tecnologias prontas pra serem aposentadas.
Diga logo quais são afinal as malditas dezenas da próxima bolada da mega-sena!
Confirmar
Desapontar-se
O Brasil foi campeão?

Futuro ou passado?
O primeiro ou o último amor?

Pode escolher.

Future mode on,
Past mode on.

É... a máquina é gringa.

Portanto preste bem atenção aos comandos e orientações dos cientistas responsáveis.
Todos de branco.
A máquina ao centro do laboratório.
Raios laser.
Choques, faíscas e tudo pronto.
Escolha.
Futuro
Passado

Mas não se esqueça que no presente é o seu lugar.
Seja ele um remoto futuro
ou um utópico passado.

...

domingo, 18 de abril de 2010

¬¬

Carne Seca
Lombo
Costela
Paio
Linguiça

Orelha
Rabo
Arroz
Farofa
Couve
Laranja
Feijão.

Porra... de novo?
Não aguento mais feijoada.

sábado, 17 de abril de 2010

Quando a dor já é demais

QUANDO A DOR JÁ É DEMAIS
(LEANDRO FREGONESI / JOÃO MARTINS)

E DE REPENTE
A GENTE JÁ NÃO É CAPAZ
A VIDA MUDA
FICA TUDO DIFERENTE
É QUANDO A DOR SE DESPRENDE
DAS CORRENTES DA ILUSÃO
ASSOMBRA O CORAÇÃO
QUE CALA E CONSENTE

DE REPENTE
A GENTE NEM CONSEGUE VER
AS QUALIDADES QUANDO ESTAMOS FRENTE A FRENTE
NOSSO AMOR TÃO VALENTE
FOI COVARDE E SE RENDEU
ÀS VELHAS BRIGAS
CADA VEZ MAIS INDECENTES

MENTE QUEM NUNCA SOFREU DE AMOR
SENTE QUANDO A DOR JÁ É DEMAIS

MORRE UM AMOR NA SEMENTE
DEIXA MEU PEITO DOENTE
EU SIMPLESMENTE NÃO QUERO MAIS



...

Fregonesi tem um Q de Roberto Carlos... já disse isso à ele.
Isso... "Q" maiúsculo.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Em tempo de chuvas e descasos

VELHA LAMA
(João Martins / Inácio Rios)

SIM
DISSESTE QUE SIM
DISSESTE QUE PODE
DISSESTE EXPLORE
DISSESTE "QUE CHORE!"
ÀQUELE AFLITO QUE CONFIOU
NO QUE JUROU IR DIZER

MAS QUE CONTRADIÇÃO
NÃO DISSE
QUE CONTRADIÇÃO
FUGISTE

EVITARIA O DISSE-ME-DISSE
SE O JURAMENTO CUMPRISSE

SÓ DE PALAVRA NÃO É COMPROMISSO
EM BOCA DE LOBO
CONTRATO É SUMIÇO
MAS O AFLITO CUMPRIU SUA PARTE DO ACORDO E TE ELEGEU
TE PÔS NO APOGEU
AGORA DISCURSA NAS BANCAS E DA VELHA LAMA ESQUECEU
QUEM DIRIA!



Inácio Rios nos vocais.

...

terça-feira, 13 de abril de 2010

No "ÉDificil".

Lá vem ele.
Aliás... lá vem eu.

Compras, sacolas do mercado
Carrinho de bebê
Bolsa de bebê
Bebê...

E lá está ele.
Nele mesmo.
Não sei se segura a vassoura, ou a vassoura o segura.
Parecem namorados assim abraçados e encostados na grade do prédio.
Ócios do ofício, né?

Ali estavam, ali ficou.

Tudo bem.
É simples:

Põe as compras no chão.
Pega a chave dentro da bolsa.
Abre o portão.
Empurra o carrinho pra dentro equilibrando as compras com a porta de ferro
Estaciona o carrinho à beira da escada
5 degraus.
Leva as sacolas do mercado até o topo da escada
Desce a escada.
Pega o carrinho.
Dorme o bebê.
Sobe o carrinho.
Pega a chave agora no bolso.
A chave cai.
Abaixa, pega a chave e abre a porta de vidro.
Bota as compras pra tentar segurar a porta.
A garrafa de mate tomba.
Consequentemente derrubando a outra sacola e fechando a porta de vidro com a lata de milho rolando pelo chão.
Respira.
Reabre a porta de vidro empurrando o carrinho, a porta de vidro e tudo que ver pela frente acordando a criança.
Respira de novo.
Leva o carrinho até a porta do elevador.
Volta até a porta de vidro
Recolha as mercadorias que fugiram e pega as sacolas.
Espera o elevador.
Abre a porta do elevador.
Com aquela seguradinha de bunda mantém aberta a pesada porta do elevador.
Puxa o carrinho pra dentro.
Sai.
Pega as compras.

Enfim, depois das Olimpíadas num olhar até a portão, transparente pela porta de vidro chega ele.
Pra fiscalizar se deu tudo certo.

E agora?

Krav Magá?
TrêsOitão?

Qual é a solução?

É claro que ele tem muito mais o que fazer como no momento atracado à vassoura e olhando a bunda da empregada do 702 mas na boa, vai muito além, independe da profissão.

Ironicamente porteiro.
Em seu prefixo "port".
O mesmo de portão, porta de vidro, porta do elevador...

Por onde anda a gentileza?

Ainda reclamavam que o antigo zelador bebia.
Era engraçado encontrá-lo também chegando de madrugada.
Um mais bêbado que o outro.
Mas quando conseguia (eu ou ele) depois de muita mira acertar a chave no buraco da fechadura pelo menos a gente se ajudava a subir as escadas, abrir a porta de vidro ou levantar se algo (alguém) caísse.

...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Kiwi em Wi-Fi

Fruta
Interligada ao cosmo
Fracionada em fibra e puro suco

Fibra ótica

Delícia

Apetitosa

Sazonal

Digitá-la,
Procurá-la nome.
Alone?
Em curva é feita pela amplitude das ondas de rádio e microondas dos microondas que escapam pelo também aquário caixa de pandora forno a modernosa busca por ti.
Busca, caça
Silvestre
Selvagem

Digitalizar-la
Em LCD, Led desconfigurada forma que tão longe nem se liga e indifere à fissura por alta definição das por mais longe cores examinando possibilidades e floreios sem nem mesmo ser papel.
Desejo humilde pela foto impressa visto abortado escaneio que nem escanteio deu no tiro da primeira falta.
Chance conecta
Fala de perto ou se achava nais perto pois não era só admiração monitoral.

Um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade...

Falha
Cai

em si
Log out.

Assim espera a conexão direta em banda apertadassa da vida dar uma brecha pro desenvolvimento tecnológico dessa experiência e suas hipotéticas cobaias.
Desenvolve-se o momento assim mesmo sem reciclagem de ultrapassagens cruel poluidor, quinquilharista do que eram sonhos imprescindíveis desnecessárias novidades perturbadoras de tradições sem transições;
Rotina.
Se necessário, o plural Rotinas.
Mas pra que pluralizar o mesmo?

Aumentada realidade de saudade do que nunca se permitiu permitir.
Assalto viral desfragmenta unidades
Trava.
E continua
O reality show
As simbologias modernas tomam conta.
Corações feitos nos dedos
Força que as torcidas ave-cesam, hitlerizam
Sim simbologias.
Vou tentando te entender.
Decodificar teus sinais num marque e desmarque da múltipla escolha polipolar das conexões

Por onde andas?
Basta um hi?
Um Hi-Fi em wi-fi?

São os because superando os why.
Porque junto?
Por que separado?
Serão sempre um sonoro "p o r q u e" que ecoará até o enfim.


...

terça-feira, 30 de março de 2010

Bicho Solto

Tenho muito medo de Bichos.
Insetos
coisas,
criaturas
tenebrosas
que cismam
em cruzar
o meu caminho.
Bichos
que voam e vêm pra cima da gente.
Aliás
pra cima de mim

que é quem tem medo

principalmente de Barata
de Mariposa
e daqueles que ficam zanzando na piscina
onde algumas Abelhas também sempre pintam.

Mosca Varejeira
Marimbondo
Aquele outro Moscão
Borboleta
Besouro
Grilo

ainda há os que picam
queimam
mordem
coçam

Lacraias
Cigarras
Lagartas
Centopéias
Gafanhotos
Percevejos

Bichos, nem morto!
Aliás [2]
Só morto
Morto e enterrado.
Pois pode até parecer coisa de Bicha
mas ao final serão eles mesmos
os únicos que poderão espalhar por ai que me comeram.

Até lá fora
fora legal
fora muitão
fora, Bicho.

...

segunda-feira, 29 de março de 2010

Alô Ilha do Governador!

À Moda Antiga
(Ciraninho/João Martins)

Um dia a gente ainda vai viver
O amor mais lindo que se viu nascer
Amor fiel como os tradicionais
Daqueles que já não existem mais
Com flor, bilhete, beijo no portão
Eu e você numa só emoção
O romantismo de tempos atrás
Que o próprio tempo tenta e não desfaz

Com o consentimento do seu pai
A quem eu pedirei a sua mão
Pra finalmente encontrar a paz
Viver o ato da procriação

E então
Envelhecermos lado a lado
Sermos eternos namorados
Na saúde, na doença
Na alegria na tristeza
Com a pureza
Esquecida no passado

...

Visceralíssimo Ciraninho.

sexta-feira, 26 de março de 2010

À Dois

Vamo lá no carro
Rapidinho
Ou então lá no cantinho onde eu sei que ninguem vê.
Vamo dar uma volta lá longe
Que qualquer pista se esconde
Se alguém aparecer.
Vamos entocar todo flagrante
Desse vício tão constante que a gente inventou
E voltar risonhos, relaxados
Boca seca, apurados
Até fome despertou.
E vamos parar de palhaçada
Pois eu sei que você sabe o que todo mundo faz.
Nós à dois é sempre mó viagem
Proibida sacanagem
Divertida até demais.

...

quarta-feira, 24 de março de 2010

Peso e medida

Tem hora que o pouco é tão grande
Tão muito que chega a ser tanto
Pesado
Chega a ser tudo e deixar tudo com cara de nada
Cara pálida sem feições
Insosa sopa
Tal como quando um muito se anula
A nada
Despercebe-se tão todo
Pela procura da forma que tudo deva ter
Que deixe o muito grande
O pouco justo
O nada nada
O cedo certo
E o sempre fresco

...

segunda-feira, 15 de março de 2010

Produtores? Pffffffffff...Piedade!!

Prejudicando as próximas paradas, ao passar das páginas parte para a periferia o que planejadamente a perseverança pensara.

Profunda pena.

Prole que não presta.
Platéia é platéia.
Particularmente penso que não produzem picas.
Perigosos.
Passam pretensiosamente plácidos pelas pérolas do teu progresso pois pitaqueiros pouco pesquisam.

Portanto as pérolas parecem pequenas...

Porém provam-se preciosos presentes que pintaram por passos próprios e pessoais, percursos periculosamente percorridos que parecendo paspalho passas para patéticos praticarem,
patentearem,
palpitarem,
E pior, na posição de profissionalíssimos,
de Phd's,
porém não passam de pré-escolares
principiantes.

Porra, pára!!!!
Palhaçada!

Pense que por mais "pop" que a parada pareça possivelmente a pessoa não passará a prática que precisam e ponha os projetos a perder... Pise no pescoço.

Problemão... Provavelmente pagarás o pato....

De proteção não precisa.
É da pista, !!!
Parte,
prova,
participa,
prega,
perpetua... o poder e a palavra permanecerão plenos na própria palma.
Não partilha teus prestigios com pestes que pasmem, pianinho parasitam participação da pouca prata.

...

sexta-feira, 12 de março de 2010

Parabéns pra você.

Hoje tem peixinho e clima de festa pra saudar aquela que tanto faz falta nos nossos corações.
Ainda tem escondidinho de camarão com aipim, salada. Tudo bem gostoso pra ser mais fácil engolir o choro.
Liquidificadores, fornos, ar condicionados e a casa toda trabalhando em saudade.
Um jantar especial pra, no primeiro aniversário sem ela reclamando que tudo está desandado, dar tudo certo e sorrisos amenizarem a sua ausência e o nó na garganta.

Nessa data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida.
Pois cheia de vida continuará sempre na minha lembrança.

Tudo o que eu queria na vida era sua presença mas o seguimento da história se provou mais poderoso do que qualquer pretensioso querer.
Receba os beijos de quem tanto te ama.

Parabéns Dona Marlly!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Alô Vila da Penha

Madrugada princípio ou fim
(João Martins/Moyseis Marques)

A tarde vem sofisticar o dia.
Um sol maduro dá ar de adulto à alvorada
E na passada, ao pé da noite a vida corre
A madrugada é princípio ou fim?

O dia nasce todo dia a tanto tempo
E só se sente o hoje enfim ao despertar
Enquanto a noite não me embala em pleno sono
Vivo no ontem esperando o amanhã chegar

De dia sou criança
Sou qual um peixe no mar
À tarde a dor me alcança
e vou me recriar
Quando da dor esqueço
é porque anoiteceu
Na madrugada enluarada sou mais eu

Não me diga se amanheceu
ou que o velho ontem partiu
Meu canto ainda não desvaneceu
Só é amanhã pra quem dormiu

...

Sou fã desse malandro.
Fã mesmo.

domingo, 7 de março de 2010

Eterno nessa Brasila.

Terra boa.
Bem boa.

Parece que englobados em todo contexto arquitetônico e histórico que a cidade respira, aliás, respiram por ela pelas gargantas e narizes secos seus filhos abrem os braços desconfigurando qualquer receptividade carioca escrevendo parte de uma outra história.
Outras histórias.
Belas histórias que arquitetônicamente igualam asas, superquadras, eixos e siglas a uma simples esquina e até mesmo ao quintal da nossa casa.

De boa...Muito massa.


Obrigado de coração pela receptividade da galera de Brasília.
Uma família de verdade reunida em volta da fogueira do samba.
Movimentando-se organizadamente em amizade, respeito e talento rumo ao sempre.

Parabéns e saravá.